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Estava na hora da aula de física, eu já estava mega atrasada e com uma pilha de livros na mão. Fui correndo até a porta da sala, passando pelo corredor C dou de cara com o meu ex: — Espera, preciso falar contigo.
— Merda. Tem que ser agora? Tô com pressa.
— Precisa, vou tentar ser breve.
— Você que sabe. Fala logo.
— Eu não entendo porque você mudou… E sabe, porque mudou pra pior. Não liga pra mais nada, está mais quieta, calada. Fria, por sinal. E também, um pouco ignorante, sem assunto e meia chata.
— Ok, você me parou pra me julgar ou pra saber o motivo pelo qual mudei?
— Não te parei pra lhe julgar Gabi, só vim pra tentar te ajudar.
— Entendi… Mas não preciso da sua ajuda, afinal você não tem nem condições pra isso.
— Por que não?
— Porque não.
— Por que não? Me diz, preciso saber.
— Tão irônico isso, não é mesmo?
— O que?
— O causador de tudo, é o motivo pelo qual eu tenha mudado, de um dia pro outro nem olhar na minha cara olhava, vir perguntar porque eu mudei. Ai, me faz rir só pelo fato de estar aqui insistindo como se não soubesse o motivo e afim de me ajudar. Por favor né.
— Não sabia que eu era a culpa de tudo. Só vim aqui mesmo lhe perguntar, porque percebi e todo mundo estava comentando do seu novo ”estilo” de se arrumar e tudo mais…
— Legal. Agora tchau, você já sabe o motivo e sabe melhor do que ninguém que não pode me ajudar em nada.
— Me desculpa, se fosse pra te mudar queria ter te mudado pra melhor. Eu em parte, preferia você antes, quando estávamos juntos…
— Novamente, legal pra você. Tua opnião é inútil agora pra mim. Agora, v-a-z-a!
— Nossa, você mudou mesmo.
— Já foi querido? Se manda, tá entendendo? Vai lá pra tuas cachorrinhas, porque disso você entende bem melhor que eu e sabe muito bem cuidar e tratar com luxo, essas daí.
(Silêncio)
— Estou indo, já estava atrasada, perdi meu tempo aqui capaz de eu nem entrar na aula mais por sua causa. Causador de tudo. Adeus e vê se quando me ver por aqui, continua fingindo que não me conhece. Tchau.

E a moda do momento é não fazer nada para dar certo e colocar a culpa no destino.

Rafael Beker

(via amarenaodesistirtheme11)

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(via fantasia-de-poeta)

“— Ainda sente algo por ele ?” — Neste momento, milhares de lembranças passaram por sua cabeça. Aquelas das quais não foi capaz de esquecer. E talvez nunca será. Marcou de tal forma, que só sofresse de uma amnésia para esquecer. E pode ser que nem assim. Mas sinceramente, acho que pode não fazer a mínima questão de  esquecer. Talvez prefira deixar lá, bem guardadinho. Sei lá, onde ninguém possa lhe tirar. Até porque, sei que  foram momentos muito especias para serem jogados ao vento, como se nunca tivessem significado nada. Mas significaram. E como. Ainda sim. Com certeza, prefere deixar assim, sem mexer. Intacto. E apenas sabendo que estão lá. Em algum lugar desconhecido, mas estão. Na verdade, é como estivessem congelados em sua mente. Mas prefere não tocar muito nesse tal assunto de passado e memória, talvez porque saiba que aqueles momentos não irão voltar. Triste. Diz que já perdeu todas as esperanças. Não lhe resta mais absolutamente nada. “Pois foi tanto, esperar, desacreditei”, dizia. Sinceramente, eu lhe dou um pouco de razão. Para qualquer coisa que queres muito na vida, chega um dia em que cansas. De tanto esperar. Espera que parece não ter fim e, ainda por cima, por algo que não tens certeza que irá acontecer. Uma sensação tão ruim que te dá. De que algo está faltando, e não podes fazer absolutamente nada. Enfim, mas no fundo eu acho que ainda tem esperanças, sei lá, de que tudo vai voltar a ser como era. Porque apesar de ter cansado, digo com toda certeza do mundo: não desistiu de nada. — Depois de alguns poucos minutos, sem dizer quaisquer palavras, simplesmente balançou a cabeça, fazendo um gesto positivo. Bastou, apenas isso para conseguir escrever tudo o que descrevi aqui. — Laura (poeta-bip0lar)

(via pense-agora)

(via shou-t)





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